1999 - Claro Escuro

 

 

Conta-me...
Como é o sol, lua sincera ?

Encanta-me...
Teu lume azul, tua esfera.

Daríamos valor ao dia
Se a noite não nos fosse companhia ?

Teria eu tua presença, astro amigo
Se o claro fosse do escuro inimigo ?

E as cores, na ausência da intensidade
Pintariam retratos com tanta propriedade ?

E a luz própria, que procuramos descobrir
Teria algum sentido em surgir ?

Se tudo nascesse claridade
e da penumbra não surgisse

Onde estaria a felicidade
no fim de uma jornada que não existisse ?

Conta-me...
Como é o sol, lua sincera ?

Encanta-me...
Teu lume azul, tua esfera...

 

**Poema integrante do livro "No Castelo do Espírito", de Andrey Cechelero**

 





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