2017 - TUAS MÃOS CABIAM DENTRO DAS MINHAS

 

tuas mãos cabiam dentro das minhas

 

 

quando tuas mãos cabiam dentro das minhas...

e num abraço eu te fazia como que desaparecer;

a ventania passava feroz, enfurecida vinha,

e feito árvore de raiz profunda, nada nos fazia mover

 

 

quando teus sonhos ainda cabiam dentro dos meus...

e uma dúzia e meia eram os habitantes da Terra;

nem um dia sequer o sorriso se perdeu.

de meu rosto sempre a expressão mais sincera.

 

 

quando os deuses do Olimpo eram apenas dois...

socorrendo-te e atendendo-te na velocidade do pensar;

percebi que servir me fez feliz, pois,

a entrega me deu sentido; viver é se entregar.

 

 

quando tua mente ainda era casa de brinquedo...

que eu conhecida cômodo a cômodo, do teto ao chão;

quando ainda tua morada não possuía sequer um segredo,

e o teu respirar, no colo, era letra da minha canção.

 

 

quanto tua voz no mundo ainda era a minha...

eu me desafiava tentando te entender;

perdi-me de mim e encontrei a linha,

teci no teu linho e aceitei te ensinar a tecer.

 

 

quando teu ir e vir dependia do meu...

e ainda te levava para onde meu coração queria;

já ia aceitando o futuro meu, o futuro teu,

o dia em que esse meu amor, sem pesar, te libertaria.

 

Andrey Cechelero





(1) Comentários
  • Denize 19.09.2017 às 11:08:56

    Que poema maravilhoso! Lindo, perfeito, real e palpável.
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