1999 - Soneto I

 

 

No esquecimento de dias nebulosos
Arma-se o pranto acima destes montes;
Trilhas rasgam-se nas frontes de mil povos
Temem as asas... os frágeis horizontes...
Quanto céu nos resta? Quanto de cinza há?
Questiona a vista só, buscando em paz estar.
Tempo que não sesta, ou, tempo que não há
Livra-me da pressa... e faz-me esperar.
Passada a noite, temporal e abalo,
Passado o medo, o incerto e o tolo;
Do esquecimento há de nascer o claro
Deslumbramento do mais vero consolo
Aguarda assim o poeta dos versos nós
O futuro porvir, o certo e caro após...

 





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