1999 - A Esperança que Persiste

 

 

esperava não acordar mais esta manhã...
esperava que o sono capturasse-me para sempre...
talvez tenha pedido por isso...

esperava despertar na realidade do sonho,
onde porventura houvesse um jardim florido, repleto de respostas...
talvez tenha pedido por isso...

aguardava o momento de dizer adeus à noite sem estrelas...
aguardava pelo cometa veloz que conduzir-me-ia a um outro orbe,
um que já tivesse alcançado a luz própria...

tavez tenha pedido por isso...
talvez tenha suplicado para não voltar pela manhã,
um pedido tolo, uma súplica triste... de quem roga sem esperança...

talvez tenha voltado a cair como sempre,
sem que ninguém no mundo percebesse.
uma queda solitária... profunda.

O novo dia nasceu... e também eu voltei a nascer...
Fraco ainda, vindo do oceano que virou sertão de lágrimas...
vindo de tantos lugares...

Quem sabe tenha retornado por você...
Pela vontade de vê-la uma vez mais, ter superado a outra, 
a de desaparecer...

E aqui está você, inspirando este poema,
o primeiro que lhe escrevo...

E aqui está você, perfumando os versos
que antes eram inolentes...

Regando as florescências que ainda não vieram à vida,
sementes de esperar...

Aqui está você, no coração por vezes sombrio do poeta,
querendo, sem querer, iluminar-lhe os pensamentos,
clarificar-lhe a razão...

... está na força que faz-me escrever
... está na esperança que persiste

 





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