1999 - A Riqueza da Pedra

 

Festas ricas tornam-se tão pobresquando a riqueza repousa somente sobre brasões nobres... Suntuosas honrarias... Suntuosidades vazias...Salões de ausência, imprudência, carência... Dançam na luminosidade de seus diamantes brutosna falsidade de seus audazes sorrisos curtos... De que forma utilizam vossas belezas, belas damas?Atraindo corpos ou sentimentos, chamas? De que maneira conquistam vossas beldades, caros cavalheiros?Promessas que inspiram verdades, ou encantares passageiros? Por que tocam Chopin, se Chopin não foi convidadoE mesmo se convite tivesse recebido; convite teria recusado... Por que trouxeram cordas, sopros, metaisSe vossos corações não os ouvem mais? Aquecem-se no fogo, mas o fogo não enxergamBanham-se de noite, mas vosso sono a ela não entregam... O espírito adormece em palavras venenosasAcorda em desventuras trevosas Será que não vêem que bailam em vazios, e vazios vos tornam?Que sem a fonte pura da água, os rios, os rios não se formam? Por Deus, ouçam esta sombra invisível que vos visitaPor mais brilhante que seja, a riqueza da pedra nunca será rica. **Poema integrante do livro "No Castelo do Espírito", de Andrey Cechelero**





(1) Comentários
  • Gustavo Van Der Broock Franco 17.05.2013 às 14:51:38

    Exelente ; eficaz ; instrutivo !!!
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